O Instagram me salvou

Escrito pelo CEO da Cliente Agente, Kleber de Paula.

A história é real, aconteceu comigo, e busco, através dela, conscientizar as empresas, e principalmente as corretoras de seguros. Explicando a importância de uma “vida” no ambiente digital.

Há cerca de 15 dias, eu estava cotando o preço de uma bicicleta. Já faz tempo que eu “paquerava” a bike e estava analisando as opções.

Em certo dia, digitei o nome do modelo no Google e apareceu um anúncio muito atrativo. Bem construído, com a copy do fabricante na tela e com uma foto “matadora”, o anúncio era impactante demais para eu não entrar em contato.

Entrei em contato pelo Whatsapp. O atendimento foi fenomenal, o consultor (assim que ele se identificou), perguntou minhas medidas e me explicou o tamanho adequado da bicicleta.

Após verificar, ele me informou ter a bicicleta do meu tamanho ideal, em estoque (com um Q de escassez), e que eu deveria efetuar a compra pela central, e efetuar o pagamento após a emissão da nota fiscal.

No atendimento, fui informado que se fosse à vista, eu teria 15% de desconto. Eu cheguei até a pensar em comprar para revender, haha.

Entrei no site, peguei o CNPJ e consultei a empresa, sem problemas, sem reclame aqui. Tudo estava encaminhando bem!

Então, resolvi ver como era a loja pelo Instagram, não achei. No Facebook, não achei. Aí comecei a estranhar, afinal é um produto muito divulgado nas redes.

Chamei o Whatsapp e questionei: “Quais as redes sociais de vocês?”
A resposta foi: “Não trabalhamos com redes sociais, senhor”

Pedi foto da loja, ou uma vídeo-chamada, até mesmo depoimentos de clientes. E obtive esta resposta: “Veja bem senhor, cada um trabalha do seu jeito”

Naquele momento, me deu um certo calafrio. Não era uma venda qualquer, que alguém perde atoa.

Comentei com um amigo, ele jogou o endereço no Street view e a foto era de uma casa simples, em um bairro afastado do centro da cidade.

Tive certeza de que tinha me livrado de um golpe. Afinal, sempre devemos confiar quando a “esmola é demais”, mas o que me salvou foi a ausência das empresas nas redes sociais.

Cada dia mais, somos “stalkeados”, pelas redes sociais. Se a empresa não quer usar, para divulgar seu bom trabalho, ao menos precisamos estar lá com frequência suficiente, para mostrar que ainda existe.

Um jovem vai ao site? Sim, mas antes vai nas redes para ver como a empresa ou o profissional se comportam e cada dia isto será mais frequente.

“Ah, mas eu não faço social media e estou vendendo bastante”. Sim, eu também estou vendendo bastante, mas nutrir o pipeline com conteúdo é vital, para obter conexão.

Desde o início, da Cliente Agente eu ouvi muita coisa. E claro, não preciso, não tenho tempo. Não precisa ser um Kotler, para saber que este comportamento, terá um custo, muito maior do que ter iniciado algo.

Eu fui salvo pelo Instagram. Talvez, mesmo sendo uma ótima opção, alguns clientes estejam “sendo salvos” da sua empresa, porque e não achar pensam que ela não existe, ou que está inativa.

Socialize. Vale a pena! 🙏🏼

Deixe um comentário